Um destes dias acabei de trabalhar por volta das 23h00. Saí e em vez de fazer o caminho mais curto para casa, dei uma pequena volta pela baixa da cidade, a pé.
Em meia hora pude observar melhor algo que sempre tive presente como um mal maior: a solidão.
Desde a entrada da cidade, passando pela Rua da República até ao Jardim, cruzei-me com uma dezena de pessoas. A espaços, reparei que os seus olhos, a postura física, pouca vida tinham.
Parei num café na Praça 8 de Maio. Sentei-me e pedi algo. A meu lado, um homem e uma mulher ocupavam duas mesas. Nem um nem outro se faziam sentir. Estavam apenas, não eram.
Olhavam em redor na tentativa de fazer acelerar os ponteiros do relógio. Esperança vã.
Cinco minutos mais tarde, alguém passou e lançou um «boa noite» ao senhor do meu lado esquerdo. Foi o suficiente para que levantasse a cabeça e se sentasse melhor na cadeira. Percebi que precisava de algo. Que precisava de ajuda. Que aguardava algo. Mas nada.
A conversa não apareceu. Ele ansiava por um pouco de algo que lhe minimizasse a dor de não ter com quem falar. Que reduzisse a solidão. Pediu-me um cigarro.
A senhora à minha frente levantou-se e foi buscar mais um café. Era o terceiro em meia hora. Não vi um único movimento naquele rosto que me desse a entender se estaria cansada, triste ou simplesmente magoada. Vi apenas mais um vazio de alma. Como que se naquela noite a vida fosse apenas um contar de horas que se estendem em dias e semanas que não agarram uma confiança de um dia melhor.
Levantei-me e fui andar um pouco. Outros rostos cruzaram-se com o meu e em todos, àquela hora, perto da meia noite, apenas um grande nada.
Olhei para a zona da beira rio e vi dois casais a passear, de mão dada. Um conversava, o outro apenas se agarrava. À distância, não percebi o que diziam, mas diziam algo. Tinham com quem falar. Ou pelo menos, uma forma de sentir uma vida a tocar-lhes. Uma mão, um carinho, um abraço, um calor. Estavam felizes.
Perto de mim, do outro lado da estrada, tudo era diferente. Apenas uma senhora já com alguma idade conversava com o seu cãozinho. Chamava-lhe bebé…
Julgo que sempre estive atento à solidão. Mas hoje, talvez fruto da idade e da vivência, percebo quando me dizem que a vida pouco é. Mesmo quando damos a conhecer o que de bom a vida tem, o que de belo tem, os lados mais positivos, nada prevalece num corpo que se recusa a deixar entrar a luz. Num corpo vedado com e pelas amarguras da vida.
Não é uma questão de escolha, ao contrário do que se diz. É tudo uma questão de vida. Ou falta dela.
Curioso é que alguns dos que com quem me cruzei vi-os à tarde. Nem pareciam as mesmas pessoas. Antes, riam, conversavam. Depois, apenas estavam.
Escondem a solidão, o isolamento, com uma máscara que por vezes tudo e todos engana. Arranjam-se artimanhas e esquemas para que o dia passe de forma o menos desagradável possível. Escudam-se em posturas e atitudes que à noite completamente caem por terra.
É triste, muito triste mesmo.
E percebi, uma vez mais, o quanto a solidão pode ser devastadora.
O quanto o silêncio pode ferir profundamente, deixando marcas e cicatrizes que nunca irão fechar.
Desejei que tudo fosse diferente com aquela (in)certeza que temos quando rezamos ou oramos a alguém e não sabemos se nos ouvem. Mas fazemo-lo na mesma, na esperança de que afinal alguém nos escuta.
E não percebemos como ali se chegou. Como aqueles rostos conseguem viver os seus dias nesta amargura que soma dor todos os dias.
"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original". Albert Einstein
sábado, 21 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Debate autárquico: candidatos falam sobre o futuro da Figueira da Foz
A entrada é livre mas limitada à capacidade do auditório.
João Paz, Jorge Monteiro, António Baião, Miguel Almeida e João Ataíde juntam-se num fórum moderado por José Cardoso Bernardes para falar sobre o tema «Figueira, que futuro?».
A Consultraining lançou um repto a todos os figueirenses: um inquérito sobre a actualidade da Figueira da Foz. Este inquérito servirá de base para o debate que se irá realizar. Para responder ao inquérito clique em http://bit.ly/inquerito-figueira
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
MAFALDA NETO, UMA CAPITÃ FIGUEIRENSE DEBAIXO DE ÁGUA
A partir de 23 deste mês, uma jovem figueirense vai mergulhar
numa piscina em Éger, na Hungria, comandando a equipa nacional feminina de hóquei subaquático no 18.º Campeonato do Mundo da modalidade.
O Figueira Na Hora foi conhecer Mafalda Neto.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Please Forgive Me - Bryan Adams
It still feels like our first night together
It feels like the first kiss
And it's getting better, baby
No one can better this
I'm still holding on
You're still the one
The first time our eyes met
It's the same feeling I get
Only feels much stronger
I wanna love you longer
You still turn the fire on
So, if you're feeling lonely, don't!
You're the only one I'd ever want!
I only wanna make it go,
So, if I love you
A little more than I should
Please, forgive me
I know not what I do
Please, forgive me
I can't stop loving you
Don't deny me
This pain I'm going through
Please, forgive me
If I need you like I do
Please, believe me
Every word I say is true
Please, forgive me
I can't stop loving you.
Still feels like our best times together
Feels like the first touch
We're still getting closer, baby
Can't get close enough
I'm still holding on
You're still number one
I remember the smell of your skin
I remember everything
I remember all your moves
I remember you, yeah...
I remember the night
You know I still do!
So, if you're feeling lonely, don't!
You're the only one I'd ever want!
I only wanna make it go,
So, if I love you
A little more than I should.
Please, forgive me
I know not what I do
Please, forgive me
I can't stop loving you
Don't deny me
This pain I'm going through
Please, forgive me
If I need you like I do
Oh, believe me
Every word I say is true
Please, forgive me
I can't stop loving you.
The one thing I'm sure of
Is the way we make love!
The one thing I depend on
Is for us to stay strong
With every word and every breath, I'm praying
That's why I'm saying...
Please, forgive me
I know not what I do
Please, forgive me
I can't stop loving you
Don't deny me
This pain I'm going through
Please, forgive me
If I need you like I do
Baby, believe me
Every word I say is true
Please, forgive me
If I can't stop loving you
Never leave me
I don´t know what I'd do
Please, forgive me
I can´t stop loving you
Yeah! I can´t stop loving you.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
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