terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Informatização Clínica e Plataforma de Dados da Saúde apresentados no Hospital da Figueira

O Hospital Distrital da Figueira da Foz promoveu hoje nas suas instalações, em conjunto com a ARS Centro, IP e o ACES, Baixo Mondego, uma sessão sobre informatização clínica.
A sessão foi presidida por Henrique Martins, Coordenador da Comissão para a Informatização Clínica (CIC) e pretendeu demonstrar o uso da Plataforma de Dados da Saúde (PDS) uma plataforma de partilha de dados de saúde.

Estiveram presentes nesta sessão elementos da administração do Hospital, representante da ARS Centro, médicos, enfermeiros, informáticos, secretários clínicos e outros profissionais das 3 instituições.
“O programa de trabalhos espelhou bem a importância do uso da PDS e o HDFF reforçou que está empenhado no uso desta Plataforma, estando a desenvolver desde o ano passado várias aplicações no sentido de melhorar a qualidade dos registos”, refere comunicado emitido por esta unidade hospitalar.

Nesta reunião analisaram ainda as formas de articulação entre o Hospital e os Centros de Saúde, usando a PDS.
Através da PDS os profissionais de hospitais e cuidados primários passam a poder visualizar a informação das instituições do SNS e os dados que o próprio utente tenha introduzido no Portal do Utente e tenha dado permissão de visualização.

Também os meios complementares de diagnóstico realizados nos hospitais e cuidados de saúde primários, que estejam armazenados electronicamente em sistemas de informação, deverão ficar progressivamente acessíveis através da PDS aos profissionais de saúde que todos os dias prestam cuidados em consulta, urgência ou internamento.

Uma enorme multiplicidade de dados sobre o doente que passa a estar acessível ao profissional de saúde através de uma plataforma única.

Refira-se que neste Hospital está em curso a implementação do Processo Único Electrónico, estado já em uso o Boletim de Alta o Diário Clínico e dentro de pouco tempo estará o registo das consultas.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Lembras-te de como era escrever uma carta à mão?

As palavras eram pensadas, sentidas, não escorriam amparadas por um corrector ortográfico.
Sou ainda do tempo em que na Escola do Viso se usava caneta de tinta permanente. Ao aparo ou "bico de pato" juntava-se o indispensável "mata-borrão". Algo impensável para esta geração que faz do delete e do copy-past uma auta-estrada das letras.
Algumas cartas, as que nasciam e originais cresciam, continham letras, palavras, pensamentos riscados, rasurados.
Uma prova de uma linha de pensamento repensada.
Outras, mais alindadas, serviam o mesmo objectivo: enviar uma mensagem pessoal e intransmissível. Impregnadas de um acto muito íntimo.
Hoje recebemos cartas. Mas com contas para pagar. Ou avisos de corte.
Hoje já não escrevem cartas de amor. Hoje já não se pergunta a um amigo ou familiar distante como vai a vida. Usa-se o e-mail ou o facebook. É mais cómodo.
Mas a verdade é que se perdeu muito deste acto maior de deixar fluir o pensamento e o sentimento pelo corpo de uma caneta. De tinta permanente ou da BIC.
Julgo que a última carta que escrevi foi há mais de 20 anos. Para uma tia de Lisboa. Está na hora de regressar a este hábito saudável. De comprar um envelope e um selo. De me sentar e, com calma, escrever. Com melhor ou pior caligrafia, com esta ou aquela gralha. Mas escrever.
Fica o convite a este exercício. Escreva uma carta.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Estaleiros Navais: PSD/Figueira enaltece anúncio do ministro Álvaro Santos Pereira

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, anunciava a 21 de janeiro um investimento de 18 milhões de euros na reativação dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), medida que prevê a criação de 134 postos de trabalho diretos.

No mesmo dia, o coordenador da União de Sindicatos de Coimbra (USC) manifestou-se «surpreendido» pelo anúncio.
«O senhor ministro ou está a fazer algo para os apanhados ou anda atrasado na comunicação. Não sei o que se passa, os estaleiros estão a trabalhar desde 2 de outubro», disse à agência Lusa o sindicalista António Moreira.

O PSD da Figueira, em comunicado abaixo transcrito, congratula-se com o anúncio.

“A Comissão Política do PSD/Figueira da Foz sempre acompanhou com preocupação e interesse a situação dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM) e, por isso mesmo, não podemos agora deixar de nos congratular com a linha de apoio concedida pelo Governo para a sua reativação.

 O Governo reconhece a importância da reativação dos ENM, pelo que a medida pretende:

 - Estimular a economia regional e aumentar a produção e reparação de navios, apostando em segmentos de mercado não explorados por outros estaleiros nacionais, com a inovação que conduz à diferenciação do serviço prestado;

 - Ser o início do investimento de 18 milhões de euros nos próximos dez anos, com um volume de negócios estimado em 66 milhões de euros, de forma a criar 134 postos de trabalhos diretos e aproximadamente 230 indiretos até ao final de 2013, prevendo-se a criação de 305 postos de trabalho diretos até 2019;

 - A reintegração de todos os ex-trabalhadores dos insolventes ENM, contribuindo para a desaceleração do desemprego na região, com aproveitamento do “know-how” que poderia perder-se. A reactivação dos ENM estimulará a indústria naval, dinamizando as relações económicas de Portugal com países emergentes, nomeadamente os que integram a CPLP, fazendo aumentar as exportações e o equilíbrio das contas externas nacionais.

É merecida uma palavra de reconhecimento a todos aqueles que sempre acreditaram na viabilidade desta unidade de construção naval e muito em especial aos seus trabalhadores, que nunca deixaram de lutar.

O PSD/Figueira da Foz manifesta ao Senhor Ministro da Economia público reconhecimento, por ter percebido a importância que o projeto tem para a Figueira da Foz e para toda a região, ao mesmo tempo que se pode constituir como um “valioso suporte à dinamização de outras atividades a jusante e a montante, contribuindo para a consolidação da importância do país como plataforma de actividades ligadas ao mar.”

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Já abriu, à entrada da cidade, o restaurante-pizaria «Ratolas»

O investimento é de Paulo Pedroso, proprietário de outro espaço, homónimo, na Mata Mourisca (Pombal), onde há cerca de três anos começou a meter a mão na massa, no molho de tomate e nos ingredientes frescos que são o segredo das suas pizas.
Este antigo profissional da publicidade, com experiência de barman e muitos quilómetros como camionista, encontrou a sua paixão na fronteira entre a Suíça e Itália, onde se rendeu à arte de fazer pizas de forma artesanal. Agora é no Ratolas da Figueira da Foz (no espaço da antiga Bela Napoli, perto da estação da CP) que Paulo Pedroso – com a ajuda de 4 funcionárias – prepara, à vista dos clientes, a especialidade da casa.

A bola de massa, aberta sob as suas mãos experientes, cobre-se de verdadeiro molho de tomate, vestindo-se então, generosamente, com os ingredientes frescos da piza escolhida. Depois, ainda à vista do cliente, a piza é colocada no forno de lenha, onde os cerca de 700 graus centígrados se encarregam de a transformar, em pouco mais de um minuto, na fusão de cores, aromas e sabores que faz da piza um dos pratos mais apreciados de todo o mundo.

Para além de pizas, de diversos sabores e tamanhos (incluindo a XXL, de 45 cm, por 13 euros), para degustar no restaurante ou levar para casa, o Ratolas disponibiliza também pratos da chamada cozinha tradicional, com destaque para bacalhau e bifes bem ao gosto nacional.

Aberto das 10 da manhã às 2 da madrugada, com diárias (almoço) a partir de 6,5 euros e menus de fatias a preços ainda mais acessíveis, o Ratolas quer também apostar na animação do espaço: Paulo Pedroso promete, para breve, música ao vivo às sextas-feiras, entre outras surpresas. 

Por fim, uma curiosidade: o nome «Ratolas» nasceu da alcunha que, em pequeno, os colegas deram a Paulo Pedroso. A prova de que, às vezes, é mesmo com as pedras que nos atiram que construímos o nosso castelo.

Nota: O texto, fantástico e que traduz bem o ambiente, é da jornalista Andreia Gouveia.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Faleceu Hildebrando Mota

Faleceu hoje (terça feira, dia 22) o antigo Comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Hildebrando Mota, que liderou a corporação entre 1974 e 1993.
A Figueira da Foz perde fisicamente mais uma das suas referências. Permanece a sua memória.
À Família - a de sangue e a de adoção, os Voluntários - sentidas condolências.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Alfarelos/Granja do Ulmeiro: Colisão entre dois comboios faz pelo menos 21 feridos

Dois comboios colidiram esta noite na Linha do Norte, na zona de Granja do Ulmeiro, Soure, distrito de Coimbra. Segundo a GNR adiantou à TVI24, pelo menos 21 pessoas ficaram feridas na sequência do acidente, ao que tudo indica, sem gravidade.

Anteriormente, a Proteção Civil, em declarações à TVI, no local, deu conta de catorze feridos ligeiros. Fonte do INEM também confirmou à TVI24 que há 11 feridos, «todos com traumatismos ligeiros».

O correspondente da TVI, António Crespo, descreve um cenário de uma «violência extrema» com «composições umas em cima das outras, praticamente penduradas».
mais informação aqui

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Registadas ondas de 19 metros durante o temporal do fim-de-semana

A passagem de uma depressão sobre Portugal, durante o fim-de-semana, originou uma intensificação da agitação marítima na costa de Portugal Continental tendo os equipamentos do Instituto Hidrográfico registado um valor máximo, de altura das ondas, de 19 metros na bóia oceânica ao largo da Nazaré.


O agravamento do estado do mar no dia 19 – sábado, foi registado na rede de bóias ondógrafo mantida pelo Instituto Hidrográfico (IH) através de valores elevados de altura significativa nas 4 bóias, proveniente de WNW. Para além do valor máximo registado, de 19 m na bóia oceânica ao largo da Nazaré, foi ainda possível verificar rajadas de vento de 107 km/h. Estes valores são característicos de tempestades severas.
O valor da agitação marítima em Sines com altura máxima de 17.5 m, corresponde ao maior valor registado pela bóia ondógrafo de Sines nos últimos 25 anos.´

Bóia
Altura significativa (m)
Altura máxima (m)
Nazaré
12.0
19.4
Leixões
9.7
15.6
Sines
9.8
17.5
Faro
4.5
9.1