domingo, 9 de dezembro de 2012

Papoilas e manjericos - by Filipa Biggi



Filipa Biggi nasceu na Figueira da Foz. Em 1988 termina o curso de Design de Interiores e Equipamento Geral ministrado pelo I.A.D.E. – Escola Internacional de Decoradores, Artistas Gráficos e Designers de Lisboa.

Nesse ano inicia carreira como docente no 3º Ciclo do Ensino Básico leccionando a disciplina de Educação Visual.
O gosto pelo desenho e pela pintura acompanha-a desde sempre. Em 2007 decide trocar a sua atividade profissional pela pintura, a que se dedica a tempo inteiro.
Sem abandonar a concepção de outros géneros e linguagens artísticas, em 2005 começa a dedicar-se a um projeto direcionado exclusivamente para os mais novos, apostando em linguagens simples, que retratam o quotidiano das suas brincadeiras e sonhos.
Decide mostrar ao público os seus trabalhos pela primeira vez em 2006, numa exposição individual no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz. Em 2009 faz a segunda exposição individual no Casino da Figueira da Foz.

Não podendo saber quantas são as histórias que as suas telas contam, porque são tantas quantos os olhos que as vêm, pode no entanto afirmar que todas começam assim: “Era uma vez..”.

EMBARQUE NESTA VIAGEM E CONHEÇA O TRABALHO DA FILIPA! Para clicar... AQUI!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Está frio e chuva… bute ao Shop China??

Temos praia, serra, rio, floresta, lagoas, salinas… e sei lá que mais.
E então? Temos tudo? Não… nada disso.
Conversava há dias com alguém que tenho para mim como homem inteligente, sério, que não se coloca em bicos de pés para chegar a lado algum, ao contrário de outros.
E a dada altura, falávamos do que a Figueira tem para oferecer a quem nos visita. Não no Verão, porque nessa altura, bem ou mal, existem sempre ocupações.

Mas e agora? Em pleno Inverno?
Quem cá mora, o que tem para se distrair das agruras que o próprio dia-a-dia nos oferece?
O meu filho tem oito anos. Mantê-lo em casa um fim de semana inteiro, não me parece bem, não é saudável. E então o que fazer? Chove, está frio, pelo que o habitual passeio à beira mar não se afigura tarefa fácil ou apetecível.
A solução? É fácil. Pego nele, visto-lhe um casaquito, um gorro e umas luvas, chamo a “maria” e lá vamos todos contentes visitar o Jumbo. Ao fim de meia hora (a andar devagar e a parar em todos os apeadeiros) está tudo visto!

Que fazer agora? «Bute» ao Shop China… pelo menos passa-se mais meia horita!
E depois? Bem, vamos ao Lidl comprar uma baguete para o lanche. E “prontos” – como alguns dizem –, está passado o dia!

Adoro a Figueira da Foz. Mas é o que temos. E pouco mais.

PS: esqueci-me da visita ao Intermarché e no regresso a casa paragem no E. Leclerc e depois um saltito ao Pingo Doce.

Marques Mendes: Vítor Gaspar está «a gozar com o pagode»

Marques Mendes defendeu esta quinta-feira na TVI24 que as declarações do ministro das Finanças, sobre a possibilidade de Portugal ter as algumas das mesmas condições de empréstimo da Grécia, são de quem está a «gozar com o pagode».

Mais declarações aqui

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sessões solenes? Uma seca! Mas terá de ser assim mesmo??

Sessões solenes... muito bem... ou não.
Há quase 20 anos, por questões profissionais, que tenho assistido a sessões solenes que marcam este ou aquele aniversário nesta ou naquela coletividade, nesta ou naquela instituição.
Com raríssimas excepções, o modelo é precisamente o mesmo! Começa-se sempre tarde, canta-se o hino, lê-se o expediente e lá se entra no extenso caminho dos discursos. Muitos discursos!
Fala toda a gente, em representação de tudo o que é instituição.

Tenho para mim que uma sessão solene deve assinalar uma data marcante: 20, 30, 40, 50, anos. Ao fazer-se todos os anos, sem parar, torna-se "vulgar".
Pouco mais é do que um cumprir de calendário, perdendo a tal solenidade, um acto maior.

Mas antes vem a parte que mais me tira do sério: os cumprimentos e "salamalecos"!
- "Boa noite Excelentíssimo Presidente Daqui;
- "Boa noite Excelentíssimo Presidente Dali;
- "Boa noite Excelentíssimo Presidente Dacolá;
- Boa noite meu querido amigo Senhor de tal...

Não seria mais fácil dizer apenas um "boa tarde", ou "boa noite" a todos os presentes? E assim se perdem 10 minutos nestas trocas de galhardetes. E o povo sentadinho, a ouvir, pois claro.

Voltando aos discursos, não seria mais prático apenas um ou dois? Um responsável pela "casa" e um orador convidado?
É que muita boa gente não vai às sessões solenes porque está farta de discursos e mais discursos. E esta não é apenas a minha opinião, acreditem que não!
Quando às vezes pergunto a um conhecido se vai a esta ou aquela sessão, normalmente a resposta é: "não, pá. aquilo é uma seca, o mesmo de sempre!".

Há quem opte por modelos alternativos. O Sporting Clube Figueirense, que ontem comemorou 94 anos de história, optou por um espectáculo que assinala o aniversário. Nada de sessões solenes ou discursos.
A decisão foi criticada por uns e aplaudida por outros. Eu, que nada tenho a ver com o clube, acho muito bem.

Se a intenção é ter gente, ter vida e sobretudo muita juventude nas colectividades, estas devem modernizar-se. Não quero com isto dizer que devem rasgar com o passado. Nada disso. Apenas perceber que o passado já lá vai. O presente é hoje. Há, pois, que encontrar novos modelos condizentes com os tempos em que vivemos.
Até porque a ausência de público - acredito - é altamente frustrante para os que se entregam de alma e coração a estas sessões solenes. Que fazem de tudo um pouco para que tudo corra bem. E depois, meia dúzia de pessoas na sala.

Para os que não concordam com esta opinião e entendem que o melhor é fazer igual e não diferente... paciência.
Temos todos de respeitar a pluralidade de ideias. Mas também partilhá-las. A ver se algo muda. Digo eu...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sim, o Jornal O Figueirense vai fechar no final do ano

A 1 de janeiro próximo completam-se 18 anos que assumi funções de jornalista e chefe de redação do Jornal O Figueirense. É também neste dia que deixo de trabalhar no semanário mais antigo da Figueira da Foz.

Joaquim Gil, diretor do jornal, explica no seu editorial de hoje as razões do fecho deste jornal quase com cem anos de existência e que...podem ser lidas em www.ofigueirense.com.

Quanto a isto, nada a comentar.

E se escrevo estas linhas, é apenas por duas razões: a primeira e mais importante, estes quase 20 anos a escrever fazem de mim a pessoa que hoje sou. Com qualidade e defeitos. Foi nesta empresa – com o apoio de Jorge Galamba Marques e Jorge Lé, que acreditaram em mim – que desenvolvi esta profissão que abracei de alma e coração e que me levou a trabalhar noutros projetos jornalísticos, nomeadamente quase todas as revistas da Figueira da Foz e outros na Internet, Diário As Beiras, A Voz da Figueira, Rádio Maiorca e Correio da Manhã.

A segunda razão por que escrevo, é que muitos dos que com quem lidei estes 18 anos hoje são meus amigos. E merecem uma palavra minha, pela presença constante e amizade demonstrada. Porque a vida é feita de relações, de laços. Que não se irão perder, estou certo.

Este não é o fim. É apenas uma nova etapa da minha vida, e de minha mulher, Andreia (Gouveia) Lemos que também é jornalista no jornal O Figueirense. Nesta segunda razão, um muito, muito obrigado a todos. Espero ter sido leal à amizade e confiança em mim depositadas.

O Jornal fecha portas a 31 de dezembro. Ficará para sempre no meu coração enquanto parte indissociável da minha vida. Saio com a consciência tranquila. Mas também com imenso orgulho de ter feito, e ainda fazer, parte deste projeto.

E como alguém disse, andarei por aí! Por isso, um até já!

sábado, 17 de novembro de 2012

Novos impostos: uma taxa para os discursos inúteis em tempo de campanha eleitoral


Estava eu a ler um livro de banda desenhada quando encontrei esta «estória»: Um grupo de malfeitores apropriou-se da gestão da coisa pública e elevou ao máximo a carga fiscal. Neste caso,...dos patopolenses (habitantes de Patópolis).


Taxava-se tudo e todos. Impostos sobre o que se comia, sobre as férias, sobre os programas televisivos, etc, etc.

Entrou em terreno o justiceiro Superpato para que tudo voltasse à normalidade. Resgatou da prisão os verdadeiros fiscais e, ao pretender prender os meliantes, um dos fiscais disse-lhe: "pelo que nos contou, a pressão fiscal chegou ao máximo!. Os próprios contribuintes vão acabar com ela!".

E assim foi. O povo revoltou-se e a justiça imperou.

Daqui bem que se pode tirar ilações. E lições!

Nota: O primeiro comentário, à esquerda da imagem, bem que se poderia ter em conta hoje em dia, não????

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Um olhar americano da manif

Veja o vídeo que mostra os protestos: dos pacíficos até ao arremesso de pedras e à ação da polícia. Sem comentários


É um vídeo de nove minutos, sem comentários (ao estilo no comment da Euronews). Mostra a manifestação da úlima quarta-feira, que começou pacificamente no Rossio e terminou em ação policial à bastonada frente à Assembleia da República. É a visão do jornalista freelance norte-americano Brandon Jourdan, que colabora com vários meios de comunicação social internacionais e já esteve em vários teatros de guerra.

É possível ver as caixas multibanco vandalizadas, as grades de proteção junto ao Parlamento a serem derrubadas, a entrada da Polícia de choque, o constante arremesso de pedras, a musculada intervenção da das forças da ordem e os ecopontos queimados. Veja e tire as suas ilações.

O registo, ainda pouco editado e não será a versão final, foi publicado no site globaluprisings.org, onde existem outras reportagens do género filmadas na Grécia, em Espanha e Itália.

http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/manifestacao-parlamento-tvi24/1393584-4071.html